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Uso do Whatsapp cresce 97% no Brasil e alavanca negócios

Tráfego na plataforma cresceu 97% durante a pandemia, principalmente entre micro e pequenos negócios, e 71% dos consumidores dessas empresas aprovam uso do canal para atendimento. Por outro lado, as grandes empresas parecem não estar se saindo assim tão bem. A análise é do estudo publicado pela Decode, empresa de pesquisa de big data e inteligência de mercado, com base no comportamento das pessoas no digital no último ano.

. O Whatsapp está presente em 99% dos smartphones no Brasil.

. Em Julho de 2020, o Whatsapp Web teve mais de 1,4 bilhões de acessos no Brasil.

. Whatsapp Business, plataforma direcionada micro e pequenas empresas, teve em torno de 12 milhões de downloads entre janeiro e julho de 2020 e movimenta cerca de 4,7 milhões de usuários mensais ativos no Brasil.

. Ao analisar mais de 20 mil menções nas redes sociais sobre Whatsapp no ambiente de negócios no Brasil, a pesquisa da Decode revela os setores da economia com mais atividade no aplicativo: empresas de roupas e acessórios representam cerca de 40% da movimentação nas redes sobre o comércio no Whatsapp. Em seguida, atividades econômicas como venda de móveis, cursos, alimentação e higiene figuram na lista.

. Menos de 30% das menções a micro e pequenas empresas relataram problemas no atendimento via Whatsapp.

. No caso das grandes empresas, a partir da análise das menções a Magazine Luiza, Carrefour, Bradesco, Porto Seguro e 123Milhas, 58% das menções foram negativas.

. Os principais motivos de reclamação sobre as grandes empresas foram: falta de eficiência no atendimento via Whatsapp (60%) e insegurança no compartilhamento de dados pessoais (28%).

Para Lucas Fontelles, Head de Consumer Insights da Decode e responsável pelo estudo, o distanciamento social criou uma oportunidade para exploração comercial do aplicativo como canal de relacionamento com o cliente, sendo que a linguagem corrente neste ambiente favoreceu principalmente os negócios menores. “Micro e pequenos empreendedores estão sendo mais bem sucedidos do que os grandes nessa transformação, porque simulam a experiência de compra em uma loja física”, avalia o especialista.

A Decode, empresa de pesquisa, análise de dados e marketing de performance, elabora soluções de negócios com foco data-driven e maximização de receita. Por meio de sua área Consumer Insights, Pulse, desenvolve produtos e serviços para compreender fenômenos sociais e o comportamento do consumidor.

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Usuários concordam que o WhatsApp deveria encaminhar para a Justiça os dados de quem compartilha fake news

A mais recente pesquisa Panorama Mobile Time/Opinion Box – Mensageria no Brasil revelou que 76% dos usuários de WhatsApp concordam que o aplicativo deveria encaminhar para a justiça os dados de quem compartilha fake news. Esta é a primeira vez que o tema “fake news” é abordado pela pesquisa, considerando que este ano haverá eleições municipais no Brasil e o assunto é merecedor de amplo debate na sociedade, incluindo tendo propostas no Congresso Nacional para regular a matéria, além de uma Comissão Parlamentar de Inquérito, que ainda terá resultados que poderão impactar o modo como o aplicativo de mensageria é utilizado e a maneira como o Facebook, dono do app, vai lidar com a situação. A pesquisa online foi realizada entre 7 e 28 de julho de 2020 e ouviu 2.046 brasileiros com mais de 16 anos de idade que acessam a Internet e possuem celular.

Outra descoberta é que a grande maioria dos brasileiros que usa o app, 88%, afirma que já recebeu notícias falsas. No grupo entre 30 e 49 anos que responderam a esta questão, esta opção é a escolhida por 91% dos entrevistados, enquanto na faixa dos mais velhos, de 50 anos ou mais, o percentual é de 81%.

Ao mesmo tempo, um em cada três brasileiros que usam o WhatsApp (33%) admite que já compartilhou notícias no mensageiro sem verificar se eram verdadeiras. Neste aspecto, a proporção cresce conforme a idade. Entre os mais jovens, de 16 a 29 anos, apenas 29% reconhecem ter feito isso. Na faixa de 30 a 49 anos, o percentual é de 34%. E entre aqueles com 50 anos ou mais o percentual é de 44%. Não há diferenças significativas por classe social, gênero ou região do País. “Aqui, é interessante notar a sinceridade de parte dos brasileiros em reconhecer que já espalhou notícias sem confirmar sua veracidade, ao mesmo tempo em que deseja a punição para quem faz isso”, comenta Fernando Paiva, editor do Mobile Time e coordenador da pesquisa.

Outras descobertas da pesquisa Panorama Mobile Time/Opinion Box – Mensageria no Brasil

Telegram está presente em 35% dos smartphones brasileiros e mantém crescimento. O aplicativo teve um aumento de 16 pontos percentuais em um ano e de 8 pontos percentuais em apenas seis meses. A popularidade do Telegram é maior entre homens (40%) que entre mulheres (31%). A diferença é ainda maior na análise por classe social. O Telegram é mais popular nas classes A e B (46%) do que nas classes C, D e E (33%). Por idade, sua penetração é maior no grupo de 30 a 49 anos (38%). Na faixa de 16 a 29 anos, 36% dos entrevistados possuem o Telegram instalado. E entre os mais velhos, com 50 anos ou mais, o percentual cai para 24%.

WhatsApp registra aumento em voz e vídeo – A proporção de usuários ativos mensais (MAUs, na sigla em inglês) do aplicativo que trocam vídeos pelo app passou de 67% para 76% em seis meses e a proporção entre os que realizam videochamadas subiu de 55% para 63%. Além disso, 29% dos MAUs do WhatsApp afirmam que fazem videochamadas pelo app todo dia ou quase todo dia. Entre os usuários que realizam videochamadas, a proporção subiu de 55% para 63%. Além disso, 29% dos MAUs do WhatsApp afirmam que fazem videochamadas pelo app todo dia ou quase todo dia. Segundo os organizadores da pesquisa, o crescente interesse do brasileiro por conteúdo em vídeo no aplicativo está possivelmente relacionado à quarentena decorrente do novo coronavírus.

Pagamentos via WhatsApp: cresce o interesse dos usuários – Dois em cada três usuários do app querem usar o WhatsApp Pay. Entre os pesquisados, 44% deles são clientes de um dos três bancos e querem experimentar o pagamento pelo app e outros 22% não são correntistas das referidas instituições mas desejam utilizar o serviço. Outros dados coletados pela pesquisa complementam a análise: atualmente, 78% dos usuários do WhatsApp no Brasil afirmam que se relacionam com marcas e empresas através do mensageiro. Em seis meses, subiu de 54% para 60% a proporção de MAUs do aplicativo que gostam de ideia de fazer compras com ele. Por outro lado, caiu de 61% para 55% o percentual que acha adequado receber promoções de marcas no WhatsApp.

SMS: cai frequência de envio de mensagens pelos consumidores – Ao passo que o WhatsApps se consolida como aplicativo de mensageria preferido dos usuários, a frequência de envio de SMS pelos brasileiros diminuiu ainda mais nos últimos seis meses. A proporção de internautas com celular que mandam “torpedos” todos os dias ou quase todo dia era de 24% em janeiro e agora está em 17%. O percentual que afirma nunca ou quase nunca escrever um SMS subiu de 45% para 57%, no mesmo intervalo. A frequência de recebimento de SMS continua alta e no mesmo patamar, indicando que o mercado de SMS A2P, como é conhecido o serviço de mensagens de texto enviadas por empresas para seus clientes, continua forte. A pesquisa não apurou alterações significativas em seis meses: 59% dos entrevistados declararam receber SMS todo dia ou quase todo dia e apenas 15% dizem que nunca ou quase nunca recebem.

Os organizadores da pesquisa esperam que haverá impacto do lançamento no Brasil do serviço de Rich Business Messaging (RBM), anunciado por Google e pelas quatro maiores operadoras do País (Claro, Oi, TIM e Vivo), sobre estes números. “Trata-se da evolução do SMS A2P, mas usando a tecnologia RCS, que permite envio de conteúdo multimídia. A novidade está disponível tanto para a troca de mensagens entre usuários finais como para envio de mensagens por empresas para suas bases de clientes”, comenta Fernando Paiva.

Outros números sobre o comportamento dos usuários brasileiros de smartphones no uso de serviços mensageria podem ser vistos ao baixar a pesquisa, produzida a partir de uma parceria entre o site de notícias Mobile Time e a empresa de soluções de pesquisas Opinion Box. Esta edição tem o oferecimento da Infobip. Para obter o estudo: http://panoramamobiletime.com.br/

Gilberto Campos - Mundo Digital

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