Pandemia fez 63% dos influenciadores mudarem seus conteúdos

A quarentena impactou diversos setores da economia e mudou a rotina das mais diversas áreas e não seria diferente com os influenciadores digitais. A Squid, empresa líder em marketing de influência e comunidades do Brasil, em parceria com a F.biz, agência de publicidade da WPP, ouviram mais de 1600 creators para entender as mudanças no comportamento para a criação conteúdo para as redes.

Com mais tempo em casa, as pessoas estão buscando oportunidades de aprender algo novo, aperfeiçoar habilidades manuais e gerenciar o tempo para atividades de forma mais eficiente. Essa nova rotina impactou no conteúdo criado nas redes sociais. Dos entrevistados, 63,2% afirmaram que mudaram os temas abordados e passaram a abordar assuntos como saúde (14,9%), entretenimento (13,7%) e alimentação (12,2%).

Outro fator analisado foi que cerca de 16% dos creators afirmaram que deixaram de publicar conteúdos por acreditarem ser assuntos sensíveis e até mesmo para evitar uma reação negativa pelos seguidores (mais conhecido por “cancelamento”). Os principais temas considerados delicados são viagens (44%), eventos (35% ) e compras (14%).

Para Rafael Arty, sócio e Head do Comercial da Squid, a mudança de comportamento e alteração de área de conteúdo compartilhado é uma adaptação natural, mas foi acelerada pela quarentena “Influenciadores estão constantemente testando novidades para o público, trazendo conteúdos de acordo com o que a audiência se identifica. A impossibilidade de sair de casa acelerou o processo de mudança que costuma ser gradual para não impactar tanto o público. Esses dados mostram como a consciência do estado atual que estamos vivemos e como esses creators impactam na vida das pessoas como um fator decisório, não apenas de consumo, mas de exemplo a ser seguido”, diz Arty.

De acordo com Amanda Gasperini, diretora de Data Intelligence & Insights da F.biz, “as pessoas estão buscando por referências que se conectem com seu propósito e seus valores neste momento que estamos vivendo e os influenciadores são um reflexo direto disso. Seletividade de conteúdo, lives como entretenimento e a busca por informações verdadeiras marcam a mudança de comportamento atual”.

Confira mais informações do estudo no link: http://conteudos.squidit.com.br/pesquisa-influenciadores-e-covid

Investir é saída para a comunicação no mundo pandêmico

Os empresários brasileiros, de todos os segmentos, apostam na comunicação como saída para o mundo após a pandemia, onde cada vez mais é preciso lidar com o crescimento das fake news e com as campanhas de cancelamento de personalidades e marcas nas redes sociais. Esse é o principal diagnóstico da Pesquisa Executivos, Pandemia e Comunicação, feita pelo Instituto FSB junto a 1.000 executivos de empresas brasileiras.

Os líderes empresariais admitem que boa parte das companhias está despreparada para atuar com e no ambiente de redes. Metade dos entrevistados reconhece que suas empresas não estão prontas para lidar, por exemplo com fake news. E somente pouco mais de um terço dos empresários acredita que estão preparados para enfrentar campanhas de cancelamento nas redes sociais, movimento que se tornou febre no mundo inteiro e que vem crescendo no Brasil.

Ciberterrorismo

O cenário online, cada vez mais acelerado pela pandemia de covid-19, também passou a trazer uma nova preocupação para as empresas, o ciberterrorismo. Ataques de hackers e roubo de dados são hoje uma das maiores ameaças às empresas conectadas, mas 7 em cada 10 companhias não estão preparadas para combater com essa ameaça.

A pesquisa do Instituto FSB revela que apenas 29% dos executivos brasileiros dizem que suas empresas estão capacitadas e prontas para lidar com o ciberterrorismo. Mesmo entre as grandes empresas, mais da metade (56%) não se considera preparada.

Qual é a saída?

Se esse mundo cada vez mais conectado pode ser ao mesmo tempo oportunidade e ameaça para os negócios, a visão dos executivos é de que é preciso investir em comunicação para enfrentar essa nova realidade no pós-pandemia. Hoje, a ampla maioria das empresas brasileiras (83%) investe em comunicação, percentual que chega a 98% entre as empresas de grande porte. Apenas 16% admitem não investir nada.

Mas os dados revelam ainda que, desses 83%, a maior parte admite ainda investir pouco em comunicação. Do total de empresas consultadas na pesquisa, 49% dizem investir pouco, 23% mais ou menos e apenas 11% investem muito em comunicação. Sinal de que o mercado da comunicação no Brasil ainda tem amplo espaço para evoluir.

Mas, se o patamar de investimentos em comunicação ainda está longe do ideal, o contexto atual tem levado os executivos a apostar na comunicação como a principal saída para dialogar com seus públicos. De acordo com a pesquisa, 65% dos entrevistados pretendem investir mais em comunicação no pós-pandemia. Na prática, significa dizer que 2 em cada 3 empresas brasileiras apostam nessa saída para lidar com um ambiente cada vez mais diverso, instável e desafiador.

Comunicação de causas

O mundo da comunicação já emergiu diferente no contexto da pandemia. Empresas e marcas estão cada vez mais ressignificando seus propósitos para se posicionar neste novo ambiente. E o engajamento verdadeiro em causas relevantes para a sociedade é visto como um caminho sem volta. De acordo com a pesquisa, no cenário pós-pandemia, a ampla maioria das empresas (84%) pretende se engajar em causas, principalmente sociais, incluindo doações, parcerias com ONGs e aproximação com as comunidades locais.

A pesquisa

Instituto FSB Pesquisa entrevistou 1.000 executivos brasileiros entre os dias 7 e 20 de agosto, em amostra representativa do total de empresas de todos os segmentos em atividade no país. A margem de erro do levantamento é de 3pp, com intervalo de confiança de 95%.