Tecnologia de efeitos visuais de Hollywood constrói plataforma de petróleo virtual para série Ilha de Ferro da Globo

Tecnologia de efeitos visuais de Hollywood constrói plataforma de petróleo virtual para série Ilha de Ferro da Globo

A aposta na produção de conteúdo de qualidade da Globo originou o desafio de rodar uma série que se passa em uma plataforma de petróleo: Ilha de Ferro, cuja primeira temporada, exibida originalmente no Globoplay, está no ar na TV Globo desde o dia 9 de agosto.

Logo na pré-produção, ficou definido que seria inviável filmar a série em uma plataforma real, pois isso poderia colocar em risco a segurança da equipe, além de atrapalhar as atividades do local. A solução encontrada foi fazer o reconhecimento de alguns detalhes da plataforma e filmar algumas (poucas) cenas em uma plataforma ancorada em Angra, que ainda não entrou em funcionamento.

Para trazer mais realismo às cenas, um consultor que atuou durante mais de três décadas no ambiente em questão foi contratado e assim a plataforma PLT-137, onde se passa a série, pôde ser reconstruída com o maior realismo possível, por meio da utilização de tecnologia. A missão da equipe de efeitos visuais era levar o espectador a acreditar que toda a ação havia sido rodada em uma plataforma de petróleo real.

Assim sendo, a série foi gravada em modelo híbrido (parte cenografia e parte efeitos visuais), sendo 65% das cenas geradas por meio de computação gráfica. Esses efeitos super realistas foram possíveis graças às ferramentas 3DsMax, Flame e Maya, da Autodesk. São os mesmos softwares usados em filmes reconhecidos pela Academia como Avatar, Gravidade e outros. Todos os filmes ganhadores de Oscars de efeitos nos últimos 25 anos tiveram a tecnologia Autodesk em sua concepção.

O projeto contou com uma equipe de 27 profissionais extremamente experientes e qualificados, técnica e artisticamente

O projeto da primeira temporada da série Ilha de Ferro levou 14 meses para ser concluído, sendo que só a construção virtual da plataforma levou sete meses. Os 12 capítulos da série consumiram 4.500 horas trabalhadas.

Para se ter uma ideia de como a tecnologia foi essencial na produção, cerca de 7.200 takes foram feitos com computação gráfica, sendo 30 takes feitos com computação, sem nenhum tipo de gravação.

“Não é à toa que somos a empresa líder em software 3D da indústria. A mesma tecnologia usada em produções de entretenimento também é usada para projetar e até acompanhar a execução de construções complexas como grandes obras de infraestrutura”, afirma Carlos Alejandro, gerente de vendas da Autodesk Brasil.

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