Como alavancar negócios com o uso de Growth Hacking

Como alavancar negócios com o uso de Growth Hacking

Após três dias de evento, o Digitalks Global Summit 2021 chega ao fim desta edição com um saldo positivo de participantes. Ao todo, mais de 3.000 pessoas de 15 países acompanharam uma programação intensa sobre temas relacionados à economia digital, tendências tecnológicas e marketing.

Durante a palestra “Primeiros passos na metodologia de experimentação e growth hacking”, mediada por Gabriel Dias, do Digitalks, Emilia Chagas, head of Business Strategy da GrowthHackers, empresa de tecnologia que traz a metodologia Growth para melhorar resultados das empresas com seus clientes, afirmou que uma das etapas iniciais para uso do Growth Hacking é olhar para dentro da companhia, entender e analisar seus dados, saber como os clientes usam seus produtos e começar testes, mesmo que em pequena escala. Essa metodologia que, em resumo é um conjunto de estratégias usadas para alavancar o crescimento dos negócios, precisa, ainda, de acordo com a especialista, ser expandida para todos os setores dentro da empresa.

“É importante somar cérebros e potencialidades da empresa nesse aprendizado coletivo. Quando há poucas pessoas decidindo, a inovação será uma linha fina, daí a importância de ter uma empresa diversa, com múltiplas visões, áreas e testes para contribuição. É importante ressaltar que quanto mais ideias diversificadas, mais hipóteses poderão ser testadas”, destacou.

Na operação Growth Hacking é importante ressaltar que a taxa de assertividade é de 25%, em que isso não significa algo negativo, mas um arco de aprendizado. “Os times que mais performam são os que têm essa taxa de assertividade, pois o método puxa o time para testar muito além de melhorias dentro do escopo tradicional: a proposta é arriscar e testar coisas que vão virar projetos. Assim, não se vai apenas acertar, mas errar também para gerar um aprendizado mais concreto”, explicou.

Metaverso

“Qual será o futuro das mídias sociais?”. Esse questionamento embasou o painel que reuniu Camila Renaux, consultora em marketing estratégico , marketing digital e IA; Fábio Almeida, diretor da Gamned! Brasil, e Rafael Terra, consultor e fundador da primeira escola de Mídias Sociais do Sul do Brasil, a Fabulosa Ideia. Segundo os painelistas, o metaverso é uma grande tendência do marketing mundial.

Para Camila, o novo conceito não se limita a um local virtual, mas é um momento no tempo em que as pessoas vivenciam experiências mais ou tão relevantes quanto no mundo físico. A consultora relata como algumas marcas já vislumbram o potencial do metaverso e utilizam a plataforma de um jogo, por exemplo, para lançamento de produtos e shows.

De acordo com Fábio Almeida, é possível que vivamos neste mundo paralelo há algum tempo. “Tivemos o Second Life, que não avançou no Brasil porque não havia banda larga suficiente para esse tipo de experiência”, comentou. Para ele, é fundamental que as marcas entendam o comportamento das pessoas neste novo ‘universo’ para criar coisas relevantes e que façam sentido para as pessoas que participam do metaverso.

Rafael Terra acredita na humanização das marcas neste mundo virtual, que envolve uma experiência mais coletiva que individual, a partir da convergência de Realidade Virtual, redes sociais e Gamification. Para Camila Renaux, o metaverso vai gerar oportunidades para influenciadores digitais que poderão atuar por meio de avatares dentro deste ‘universo paralelo’.

Camila lembra que no filme “De volta para o futuro”, as pessoas imaginavam um skate voador, mas nem sonhavam com a Internet. “Precisamos saber em qual ponto estamos do skate voador”, complementou a consultora.

CRM repaginado

Na Fast Track ‘CRM Reloaded’, Marcelo Sousa, diretor executivo da Marketdata, trouxe uma visão renovada sobre o CRM. Para começar, ele corrige o conceito original de CRM, que é uma filosofia e uma estratégia, não como ele é mais conhecido subversivamente: uma plataforma ou simplesmente uma ferramenta.

O CRM é uma estratégia complexa, com o benefício final da personalização. “A restrição ao uso de dados de terceiros incentiva as empresas a construírem sua própria base de dados. Até mesmo corporações que originalmente não trabalhavam com CRM estão buscando essa estratégia”, explicou Sousa.

Engajamento

Diferentes visões de profissionais experientes do mercado foram apresentadas no Painel “Conteúdo para engajar: como ter uma estratégia inteligente” e apontam para o seguinte caminho: ficar muito atento ao que quer o consumidor e usar, com apoio ágil e rápido da tecnologia, as informações que ele mesmo fornece para criar estratégias e continuar evoluindo. Mediado por Gabriela Torres, gerente de conteúdo da Prod, o evento contou com a participação de Felipe Bazon, CSO da Hedgehog; Mauro Guedes, Country Manager da Shutterstock e Rafael Godoi, diretor da DigitalReef, que apontaram as principais tendências de pesquisa e de conteúdo efetivos. “Os criativos estão buscando por imagens autênticas, retratos espontâneos e de diversidade na nossa plataforma. Mas, embora 95% busquem diversidades, 45% deles admitem que têm dificuldade para usar as imagens. Por isso, o tema está em pauta, mas ainda tem muito a ser explorado por marcas”, destacou Guedes, da Shutterstock.

“No campo do SEO, verificamos que a intenção do consumidor é o que tem mais importância hoje em dia do que gênero, localização e outras variáveis. Ele busca conteúdo focado no que é mais útil, o custo-benefício e o maior número de informações sobre o que ele deseja. Assim, o comportamento e a intenção precisam ser constantemente observados para gerar insights criativos no nosso trabalho”, disse Bazon, da Hedgehog.

Segundo o CSO, o consumidor está a maior parte do tempo no mobile. “Isso é um fato e o conteúdo precisa ter uma forma pensada para essa plataforma. As marcas perceberam isso e estão observando em real time para tomar decisão em campanhas de forma rápida para obter engajamento”, comentou. De acordo com os especialistas, as tendências para 2022 são: entender e acompanhar a jornada do consumidor para trazer respostas rápidas, criar conteúdo que seja útil e responda as dúvidas e exigências do consumidor; lançar mão da tecnologia de Inteligência Artificial e Machine Learning para criar modelos, analisar dados e tudo o que estiver ao alcance para ajudar nesse entendimento, assim como usar ferramentas de pesquisa de facilitem o trabalho dos criativos e que já estão em desenvolvimento para acelerar o trabalho das marcas.

Espírito de startup

O painel “Como manter o espírito empreendedor em tempos adversos” contou com a participação de Luciana Pimenta, fundadora e CEO da Hub Home Box, e de Eliezer Silveira Filho, Managing Director da Roost, sob a mediação de Rafael Machado, diretor na DFreire Comunicação e Negócios. Os painelistas discutiram como olhares diversos, mudança de mindset e novas tecnologias podem impulsionar a inovação.

Para Luciana, que fundou a plataforma de clube de assinaturas no meio da pandemia, o mercado está mudando e o consumidor também. “Quem imaginava que o e-commerce poderia superar as vendas das lojas físicas? A inovação está aqui fora. Precisamos observar o que está acontecendo para aproveitar as melhores oportunidades”, ressaltou a empreendedora, que trabalhava em uma agência de eventos até o início da crise sanitária, que a fez repensar os negócios e investir na Hub Home Box.

Na visão de Eliezer, a Roost é uma startup de 35 anos. Embora esteja no mercado há três décadas, a empresa mudou de dono e de nome (ex-Redisul) durante a pandemia. A integradora, que utiliza a tecnologia de Edge Computing para otimizar acessos por meio da alta capacidade de processamento e menor latência, também se reinventou para atender os novos desafios dos clientes. “Somos movidos por inovação e contamos com ferramentas arrojadas para ajudar nossos clientes em seus objetivos de negócios”, afirmou.

Tanto Luciana quanto Eliezer defendem a diversidade em suas equipes como forma de estimular a inovação. “Somos uma plataforma de conexões, que reúne jovens, profissionais mais experientes, que vivem em outros estados e países. Precisamos buscar pessoas que pensem diferente de nós, que tragam outros pontos de vista”, defendeu a fundadora do Hub Home Box.

Eleito um dos 100 principais executivos LGBTs do mundo pelo Yahoo Finance, Eliezer atua integrando inovação e impacto social. “Desejo que a Roost seja diversa e represente, de fato, o que é a população brasileira”, finalizou o executivo.

Comments are closed