Relatório Criativo da Liftoff mostra que 2021 será o ano do Android

Liftoff, uma plataforma global de marketing com foco na otimização de aplicativos mobile baseada em desempenho, divulga a terceira edição do “Mobile Ad Creative Index” – um estudo anual sobre anúncios no segmento mobile. Pelo segundo ano consecutivo, o relatório destaca a promessa do Android para os profissionais de marketing mobile e apresenta uma surpreendente mudança gradual (base anual) no valor do formato de anúncios em vídeo. Além disso, após um período de mudanças no engajamento do usuário, dados apontam quedas consideráveis nos custos de aquisição nas principais categorias de aplicativos.

A Liftoff analisou quase 400 bilhões de impressões em 6,2 bilhões de cliques, 275 milhões de instalações e 7,7 milhões de eventos em cerca de 1.800 aplicativos entre 1º de janeiro e 31 de outubro de 2020.

2021: o ano do Android

Com as mudanças do IDFA, os dados analisados mostram que o próximo ano pode ser “do Android”, em se tratando de anúncios. Os custos de aquisição de clientes favorecem o sistema operacional (o iOS tem valores três vezes mais alto).

No ano passado, os CPAs para anúncios de banner tradicionais no iOS atingiram cerca de US $ 36,77 – 3,5 vezes mais caro do que do Android (US $ 10,28), além de ser a maior diferença entre qualquer formato de mídia. Mas as conversões são o verdadeiro ponto a ser considerado. Anúncios Interstitials e banners têm desempenhos maiores (52% e 22%, respectivamente) em dispositivos Android. Os anúncios native ainda convertem mais no iOS, com apenas uma pequena vantagem de 10%.

Esta é uma boa notícia para aqueles que planejam gastar mais com Android em 2021 – o que, de acordo com os dados da Liftoff, é cerca de um terço dos profissionais de marketing mobile.

“A privacidade se tornou uma grande preocupação para todos atualmente, especialmente se você tem uma forte presença no mundo digital. A Apple deu o primeiro passo para defender esse direito de seus usuários. Esse passo veio com o lançamento do iOS 14 ATT (App Tracking Transparency) da Apple e fez com que várias empresas repensassem suas estratégias de crescimento e retargeting. Com o lançamento do iOS 14 ATT, haverá uma forte adesão dos usuários em não compartilhar seu IDFA. Essa mudança tornará difícil para os profissionais de marketing entregarem, com sucesso, campanhas direcionadas, em um mundo pós-IDFA no iOS, especialmente para retargeting”, explica Antonio Affonseca, general manager da Liftoff para o mercado brasileiro.

“Alguns profissionais de marketing vão tender a transferir parte de seu orçamento do iOS para o Android, enquanto entendem os reais impactos do lançamento da Apple nos próximos meses. A Liftoff já desenvolveu produtos específicos para iOS14 ATT que estão em operação e em grande escala desde o terceiro trimestre de 2020”, complementa Affonseca.

Formato vídeo em queda?

Anúncios em vídeo foram um investimento inteligente e estratégico em 2020, com índices de compras 60% mais altos do que banners, com diferenças de centavos. Em 2021, o destaque para esse modelo está menor: esse formato agora oferece o menor retorno para os gastos com publicidade (ROAS). Apesar dos custos ligeiramente mais baixos na comparação de ano a ano, a categoria ainda é a mais cara entre os tipos de anúncios (US $ 47). Além disso, trata-se da única categoria cujas taxas de conversão diminuíram (queda de 1,5%).

O vídeo não é uma causa perdida. Com a pandemia da Covid-19, ainda há um incremento no uso de dispositivos móveis, com um público que consome anúncios em vídeos mais longos. No entanto, os profissionais de marketing que buscam um auge de engajamento de publicidade a custos moderados podem considerar métodos diferentes. Os Interstitials engajam mais e com custos moderados.

Os dados globais apresentados pela Liftoff podem ter um cenário diferente para o Brasil. “Embora as taxas de conversão de vídeo tenham caído globalmente, no Brasil, esse modelo ainda tem um bom retorno. Por causa dos altos custos de produção desse formato, poucas empresas no país são capazes de explorar este recurso. Isso resulta em um CPM ainda competitivo que poderia ser revertido em um resultado positivo de ROAS. Então, se você puder produzir um conteúdo nesse modelo para o mercado brasileiro, deve ir em frente. Lembre-se de seguir nossas melhores práticas para ativos de vídeo”, complementa Affonseca.

Aplicativos de compras e finanças em alta: momento oportuno para criativos

As soluções que agregam mais valor nesse momento em que se vive uma pandemia global, como aplicativos de compras e finanças, tiveram as taxas de retenção mais expressivas no ano passado. Os dados apontam que a lealdade se reflete nos custos de aquisição. Os apps de compras tiveram uma redução de custo entre 75% a 85% (comparação ano a ano) em todos os formatos de anúncio, com destaque para os Interstitials. Em finanças, os valores para banner e native tiveram uma baixa de quase 91%; vídeos e interstitials diminuíram 72% e 62%, respectivamente.

Os custos de aquisição de usuários são os mais baixos historicamente. Com o uso de dispositivos móveis mais alto do que nunca, este é o melhor momento para ser um profissional de marketing com foco em mobile. De acordo com Antonio Affonseca, é preciso testar e se reinventar o tempo todo. “Deve-se pensar nos criativos como algo vivo e não estático. Praticamente tudo deve ser retrabalhado e adaptado. O que é bom hoje pode ficar saturado ou engessado amanhã”, conclui.

Para ler o estudo na íntegra, clique aqui.

Metodologia

O relatório se baseia em uma análise de dados interna, realizada entre 1º de janeiro e 31 de outubro de 2020. Abrangendo quase 400 bilhões de impressões, mais de 6,2 bilhões de cliques, 275 milhões de instalações e 7,7 milhões de eventos em cerca de 1.800 aplicativos, o levantamento oferece resultados importantes sobre o desempenho de anúncios em formatos distintos, como banner, Interstitials, vídeo, interativos e native.

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