Escrever um bom SQL: uma arte esquecida? – Por Gerardo Dada

Instruções SQL mal-escritas podem causar problemas de desempenho significativos no ambiente de banco de dados. Uma recente entrevista com um painel de especialistas determinou que o SQL mal-escrito pode causar até 70% de problemas gerais de desempenho. A adição de recursos pode mascarar vários dos problemas que acompanham um SQL mal-escrito, mas isso tem um preço. A arte de escrever SQLs de boa qualidade (incluindo códigos de bloco: procedimentos armazenados, pacotes, funções etc.) está morrendo? E se é uma arte tão importante, por que isso está acontecendo?

Por que se concentrar em ajustar instruções SQL?

Com o custo necessário para provisionar recursos de hardware adicionais, por que não deixar rolar? A maioria dos principais mecanismos RDBMS são licenciados de acordo com o número de processadores (núcleos) em que são executados ou foram executados (no caso de ambientes virtualizados); portanto, o custo de adicionar mais hardware a um problema de desempenho não se limita apenas ao custo do hardware adicional. Esse custo oculto torna ainda mais importante o ajuste do SQL, pois só assim os sistemas podem fazer mais com menos.

Motivos pelos quais não nos concentramos em ajustar instruções SQL

Diversas empresas com as quais e para as quais trabalhei em minha carreira implementaram a solução de adicionar hardware. No entanto, esse não é o único fator que desmotiva a aplicação de mais esforços ao ajuste de SQL. Veja a seguir outros fatores importantes:

• Geralmente, os desenvolvedores usam lógica algébrica. Quando solicitados a escrever SQL, eles precisam mudar para uma lógica baseada em conjunto (pense nos diagramas de Venn). Essa mudança de contexto significa que eles precisam pensar diferente durante grande parte do tempo que passam criando códigos.

• É muito importante garantir, ainda durante o desenvolvimento, que os resultados corretos sejam obtidos (seja em uma consulta ou uma transação) ao executar SQL em um banco de dados. Os ambientes de desenvolvimento não costumam ser dimensionados de acordo com o tamanho dos sistemas de produção; portanto, os testes não revelam antecipadamente problemas de desempenho ocasionados por SQL mal-escrito. Então, aparentemente não há nada com que se preocupar.

• O uso de ferramentas de mapeamento objeto-relacional (ORM, Object-Relational Mapping) ganhou popularidade. Essas ferramentas nem sempre produzem SQLs bem-ajustados para nossos ambientes de banco de dados exclusivos.

• Os desenvolvedores (também sou culpado) gostam de reutilizar códigos. Quando realizada sem critério, essa técnica pode fazer com que as instruções SQL sejam ajustadas apenas o suficiente para obter os resultados necessários, ou seja, as implicações na escalabilidade e no desempenho não são exploradas.

• É difícil escrever um bom SQL quando os modelos de dados são ruins. Isso pode significar tabelas enormes com dados que vão desde o início, uso incorreto de indexação e normalização inadequada à finalidade do aplicativo; isso para citar apenas alguns fatores.

• Falta de entendimento das tabelas de base. Ao mesclar várias tabelas, não é incomum a falta de noção sobre quais delas devem ser usadas como tabelas de base (incluídas anteriormente no plano otimizador para que um número menor de linhas precise ser avaliado posteriormente).

• Falta de entendimento ao ler planos de execução. Como é possível ajustar o SQL sem saber o que deu errado? Eu incluiria neste item o pressuposto questionável de que o custo otimizador associado a uma etapa do plano é exato.

• Se o foco é a produtividade (que, em desenvolvimento, geralmente assume a forma de linhas de código), raramente fazer direito é tão valorizado quanto fazer mais.
Agora está em produção!

Como mencionado, você pode citar vários motivos para não se concentrar mais no ajuste de SQL em ambientes de banco de dados. No entanto, talvez agora você esteja enfrentando uma redução significativa no desempenho da produção. Como isso é possível? Esse assunto poderia gerar uma coluna inteira, mas apontarei apenas algumas causas comuns para que os problemas só sejam descobertos quando o código chega na produção:

• São usados conjuntos de dados menores nos ambientes de pré-produção

• É muito difícil simular a carga de produção em ambientes de pré-produção

• Há falta de entendimento de casos de uso reais na produção

• Os dois primeiros itens da lista são caros

Conclusão

Acredito que a arte de escrever um bom SQL esteja correndo o risco de morrer em ambientes de desenvolvimento e banco de dados. Vários fatores contribuem para o desaparecimento dessa habilidade. Nem mesmo os fornecedores de mecanismos de banco de dados se sentem incentivados a corrigir SQLs mal-escritos, pois o lucro deles pode aumentar devido aos custos de licenciamento adicional quando o hardware é usado para reduzir o impacto. Com frequência, os problemas de instruções SQL só são descobertos quando liberados durante a fase de produção. Isso pode causar contenção entre as pessoas que escrevem o código e as pessoas cuja tarefa é oferecer suporte/responder às preocupações de produção. Eu gostaria de ver o ajuste de SQL entrar em foco novamente, o que traria vários benefícios, inclusive: a redução do TCO em organizações de TI, a diminuição da tensão entre disciplinas de TI e a satisfação de criar algo do qual se orgulhar, em vez de cumprir itens de uma lista de tarefas.

Gerardo Dada, vice-presidente de marketing de produtos da SolarWinds

UP incentiva empreendedorismo com espaço Coworking dentro do câmpus

Uma pesquisa realizada com mais de 12 mil jovens de 27 países, entre eles o Brasil, aponta que a geração Y, também conhecida como Millennials, é mais empreendedora que gerações anteriores. E muitas vezes, é nas universidades que estes jovens começam a exercitar este perfil empreendedor. As instituições de ensino superior precisam hoje estar em sintonia com este público, preparando o estudante não apenas para o mercado de trabalho, mas também ajudando os alunos a tirarem as ideias do papel. Nessa fase, aulas de negócios, mentorias, incubadoras ou aceleradoras são fundamentais para garantir o pontapé inicial.

Focada em empreendedorismo e na interação de estudantes dos diferentes cursos da instituição, a Universidade Positivo criou o Coworking Espaço Empreendedor. Funcionando dentro da universidade e com uma estrutura física à disposição dos alunos da UP, o espaço permite a troca de experiências e ampliação do networking, ajudando estudantes empreendedores a colocarem em prática suas ideias.

Para inaugurar o espaço, a universidade promoveu o concurso Seja um Coworker Residente, no qual diversos projetos de empreendedorismo foram inscritos. Seis deles foram selecionados e poderão ser desenvolvidos com o apoio de mentores especializados. Professores da UP e empreendedores de Curitiba vão oferecer assessoria nas áreas de negócios, tecnologia, finanças, jurídica e recursos humanos. Entre os projetos selecionados estão startups voltadas para venda de serviços culturais, energia renovável, comércio varejista, economia e ciências contábeis. Para garantir a interdisciplinaridade dos projetos, as equipes são compostas por alunos de diferentes cursos da universidade.

Para o professor Renato Buiatti, responsável pelo espaço Coworking, o objetivo é oferecer a alunos a chance de exercitar o empreendedorismo em todas as suas esferas. “Aqueles estudantes que têm boas ideias, mas não têm como tirá-las do papel, terão a ajuda da universidade para começar. Além da orientação de profissionais da área, terão à disposição uma infraestrutura sem custos como aluguel e outras despesas”, explica Buiatti. Os estudantes selecionados no concurso também terão contato com investidores-anjo e poderão conhecer de perto grandes startups de São Paulo, em visitas técnicas previstas para acontecer em novembro.

Esse tipo de apoio é, na maior parte das vezes, fundamental para o sucesso de um negócio que está começando. A Eng Hive, empresa na área de automação residencial, comercial e industrial, surgiu em 2013, dentro da Universidade Positivo, a partir da iniciativa de estudantes de Engenharia Elétrica. O diretor da Eng Hive, Guilherme Kmiecik, afirma que as assessorias exclusivas, nas áreas de Marketing, Gestão de Negócios, Finanças, Recursos Humanos, Jurídica e de Planejamento, que receberam da Universidade, desde o início, foram fundamentais para o sucesso e consolidação da empresa. “Sem recursos financeiros e conhecimento administrativo, com certeza já teríamos encerrado as atividades”, admite. Para ele, o patamar de maturidade em que a empresa se encontra atualmente levaria pelo menos mais quatro anos para ser alcançado fora da Universidade. “As assessorias mostraram formas, conceitos e atalhos para desenvolvermos um projeto estruturado capaz de se tornar algo viável no mercado”, conta.

A empresa conta hoje com uma equipe de 21 colaboradores e tem uma expectativa de faturamento em torno de 1 milhão de reais para este ano. “Isso representa um crescimento de 80% comparado com o ano de 2016”, comemora Kmiecik.

Estudantes de Curitiba estão entre os finalistas do concurso de arquitetura“Parada de Ônibus”

Estudantes de arquitetura da Universidade Federal do Paraná e da Universidade Positivo (Curitiba/PR) estão entre as seis equipes finalistas do concurso de arquitetura “Parada de Ônibus”, promovido pelo portal Projetar.org, em parceria com o Concrete Show South America. A proposta para os acadêmicos era projetar um abrigo em concreto para parada de ônibus.

A escolha dos finalistas aconteceu em reunião na sede da Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP) com os arquitetos jurados: Ruy Ohtake, Yuri Vital, Guilherme Takeda, Simone Gatti e o sócio-idealizador do portal Projetar.org Caio Smolarek Dias. A sessão de julgamento foi coordenada pelo sócio do portal Projetar.org Rafael Reolon.

Os projetos finalistas estarão expostos no estande da ABCP no Concrete Show South America, que acontece de 23 a 25 de agosto no São Paulo Expo e o resultado será divulgado no dia 24 de agosto, durante o Seminário “Soluções para Cidades”, parte da programação de conteúdo do evento, e simultaneamente no portal Projetar.org.

O seminário “Soluções para Cidades” é gratuito e destinado aos estudantes de arquitetura. Para participar é necessário se credenciar antecipadamente: http://www.concreteshow.com.br/pt/credenciamento. A programação completa de conteúdo do evento você encontra em: http://www.concreteshow.com.br/pt/atracoes

Além de terem suas pranchas expostas durante o Concrete Show 2017, os três primeiros colocados terão os projetos publicados em revistas e blogs parceiros e receberão um certificado de participação. A premiação inclui também uma quantia em dinheiro: 1º lugar = R$ 2.300,00; 2º lugar = R$ 1.700,00 e o 3º lugar = R$ 1.000,00.

As equipes finalistas são:

Raquel Moraes Faria e Diego Henrique Pires da Silva da Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS (Porto Alegre/RS).

Carine Mariê Merizio, Gustavo de Oliveira Minatti, Ariele Mahara Marchi Freitas, Rayssa Grignani, Daniela Veneri do Centro Universitário de Brusque – UNIFEBE (Brusque/SC)

Matheus Duarte Pardal e Igor Augusto Coimbra de Almeida da Universidade Católica de Santos – UNISANTOS (Santos/SP)

Vinicius Muller do Valle e Ana Montrucchio Ilkiu da Universidade Positivo – UP (Curitiba/PR)

Leonardo Fernandes de Campos da Universidade Positivo – UP (Curitiba/PR)

Karine Pazemeckas de Faria, Vinicius Vulpini Zanluti e Gustavo de Almeida Beccari da Universidade Federal do Paraná – UFPR (Curitiba/PR)

Realidade Virtual para tratamentos de fobias e ansiedade chega no Brasil

A psicóloga Nataly Martinelli, nos últimos meses, começou a tratar pacientes que sofrem de fobias e ansiedade, utilizando óculos de realidade virtual como peça chave para a imersão nas situações em que eles consideram apavorantes.

A realidade virtual é uma tecnologia desenvolvida há cerca de vinte anos, mas seu custo começou a torná-la acessível a tratamentos no Brasil nos últimos dez anos. Porém, apenas nos últimos três anos, o país passou a ter fácil acesso aos diversos aplicativos por meio dos smartphones.

A utilização dos óculos de realidade virtual surge como algo complementar aos diversos tratamentos já existentes, e permite que o paciente vivencie a experiência.

Os óculos de realidade virtual estão sendo utilizado no tratamento de Síndrome do Pânico, Medo de voar, Medo de injeçoÌ?es e agulhas, Medo de animais, Medo de dirigir, Medo de falar em puÌ blico, Agorafobia, Medo do escuro, Claustrofobia, TOC, Ansiedade e Ansiedade antes de exames/provas.

Nas sessões é realizado o acompanhamento do nível de estresse, o que permite dinamizar o tratamento.

O método coloca o paciente gradualmente frente a frente com suas maiores dificuldades, e semelhante a um jogo de videogame, ele vai subindo de nível. Um exemplo, no caso do tratamento da aerofobia – medo irracional de voar, inicialmente a pessoa irá viver a experiência de se preparar para ir ao aeroporto, posteriormente irá percorrer o trajeto até o aeroporto, para depois vivenciar a experiência do portão de embarque, pouso, decolagem e turbulências.

Os óculos são fundamentais para que a pessoa possa vivenciar a experiência, porém, existe um conjunto de atividades que são feitas em cada sessão de terapia, explica a psicóloga Nataly Martinelli. “Nas minhas sessões, trabalho com hipnose, acompanhamento do nível de estresse, parcerias para reforço no processo de dessensibilização e óculos de realidade virtual, tudo para ter um resultado efetivo”.

O programa utilizado na Realidade Virtual é vinculado a uma startup Européia que desenvolveu os vídeos que permitem que o paciente tenha contato direto com seus medos, conta Nataly Martinelli. “Essa ferramenta é muito mais abrangente, pois possui tratamento para inúmeras fobias. Além de relaxamentos, que podem ser úteis inclusive para sintomas de pânico, TDAH e estresse”.

O grande diferencial é que a com a facilidade para a imersão nos diversos tipos de fobias é possível facilitar o processo terapêutico, sendo possível reduzir o período do tratamento e melhorando os resultados.

SAP promove SAP FORUM BRASIL nos dias 12 e 13 de setembro

Dias 12 e 13 de setembro, a SAP Brasil realiza a 21a edição do SAP Forum Brasil. Este ano, o evento mostra que o futuro prometido pelas inovações tecnológicas já chegou. Além de palestras e sessões sobre os mais importantes temas atuais, cases de sucesso e show cases vão comprovar que as tendências de mercado já se transformaram em negócios digitais graças a novas e acessíveis plataformas e soluções. No ano passado, mais de 8 mil pessoas participaram do encontro no Transamérica Expo Center, em São Paulo.

Desde sua primeira edição, o SAP Forum Brasil mostra a importância de uma constante inovação para os negócios de empresas de todos os portes. Nos últimos anos, a transformação digital foi tema dominante do evento que, nesta edição, traz resultados concretos de setores que já trilham a nova jornada tecnológica e usufruem de seus resultados para os negócios.

“Nosso objetivo principal é mostrar como as novas tecnologias, como Big Data, Machine Learning, IoT, Blockchain e Inteligência Artificial já estão alavancando a inovação, a reinvenção e a transformação de negócios em grandes, médias e pequenas empresas”, destaca Odélia Avny, gerente de Marketing da SAP Brasil. Para isso, o evento vai contar com grandes nomes do mercado, clientes e os principais executivos locais e globais da companhia, que estarão à frente de palestras, show cases e mais de 400 sessões de conteúdo.

As sessões do SAP Forum Brasil 2017 estarão divididas em grandes categorias, como Tecnologia e Plataformas, Compras, Finanças, Recursos Humanos, Cadeia de Suprimentos e Marketing e Vendas, entre outras. O evento será aberto por um Congresso que já tem confirmados, entre outros palestrantes, Flavio Pripas, diretor do Cubo. Entre outros executivos globais da SAP estarão presentes: Pat Bakey, presidente da SAP Industries; Jennifer Morgan, presidente para Americas e APJ de Global Customer Operations, e Mala Anand, presidente global de SAP Leonardo e Data & Analytics. Todos vão participar de bate-papos sobre transformação digital e o portfólio SAP Leonardo.

Shark Tanks: inovação na prática

Um dos destaques do Congresso será uma sessão exclusiva do Shark Tank Brasil para o SAP Forum. Para mostrar a inovação na prática – que será o grande tema das sessões de conteúdo do evento – os tubarões Cristiana Arcangeli, João Appolinário, Camila Farani e Caito Maia, participarão de uma simulação de negociação ao vivo, com a apresentação de quatro startups.

SAP Forum Brasil 2017

Data: 12 e 13 de setembro de 2017

Hora: das 8h às 20h

Local: Transamérica Expo Center – Av. Dr. Mário Villas Boas Rodrigues, 387 – São Paulo, SP.

Para se inscrever e mais informações, acesse www.sapforum.com.br

OAB Paraná recebe Pelé para conversa com advogados

Foto: Bebel Ritzmann

A OAB Paraná recebeu na noite desta quinta-feira (17) o rei Pelé, que participou de um bate-papo exclusivo com os advogados. A visita histórica do craque lotou o auditório da Seccional e fez parte da programação do II Congresso Nacional de Direito Desportivo.

Edson Arantes do Nascimento foi saudado pelo presidente José Augusto Araújo de Noronha, que discorreu sobre os grandes feitos do atleta, como jogador de futebol, cidadão e homem público. “É o maior embaixador do Brasil em todos os tempos. Ninguém mais que Pelé divulgou e tornou nosso país conhecido em todos os continentes”, disse Noronha, manifestando em nome dos advogados paranaenses o orgulho de recebê-lo. “É um orgulho imenso, o maior da minha vida”, reiterou.

No início do encontro foi exibido um vídeo com imagens das suas principais jogadas nos campos de futebol desde o primeiro título mundial da seleção brasileira, em 1958. Noronha fez a apresentação e o descreveu : “Era um gênio da bola. O maior de todos, tanto que recebeu o título de Atleta do Século, depois de ter sido coroado Rei do Futebol. Único jogador a vencer três Copas do Mundo, além de ter ganho dois títulos mundiais com o Santos. Foi o maior goleador de todos os tempos com 1281 gols marcados na carreira. Foi responsável por um cessar-fogo na África, durante uma guerra civil, porque os soldados dos dois lados queriam vê-lo jogar”.

“Os brasileiros têm que se unir para tirar o Brasil da UTI”

Pelé agradeceu a homenagem e manifestou a sua alegria de estar em Curitiba, ainda em recuperação de uma segunda cirurgia. “Sou recebido com tanto carinho, tanto respeito. Quero aproveitar para agradecer as várias mensagens que recebi para que tivesse uma melhora rápida. Estou no andador, logo passarei à bengala e na próxima Copa com certeza estarei lá”, afirmou. Ao se referir às imagens dos gols que foram exibidas, brincou: “Fiz tudo isso com a ajuda de Deus e dos meus advogados.”

Pelé confirmou que antes da conquista de 1958, na Suécia, ninguém conhecia o Brasil. “Através do futebol trabalhamos para promover o Brasil e agora vemos o país passar por esse momento. É triste ouvir o que estão falando do Brasil lá fora. Os brasileiros têm que se unir. Temos que dar as mãos e tirar o Brasil da UTI”, conclamou.

Lei Pelé: “Foi uma das coisas certas que fizemos”

O presidente José Augusto Araújo de Noronha aproveitou a presença de advogados especialistas em Direito Desportivo para perguntar sobre a Lei Pelé e como ele avalia o atual momento do futebol brasileiro. Pelé explicou que a lei foi concebida quando era ministro, a partir de um pedido do presidente Fernando Henrique Cardoso para proteger os jogadores brasileiros e dar condições aos clubes de manter os atletas no Brasil. “Foi uma das coisas mais certas que fizemos. Hoje, infelizmente, está meio confuso, porque os empresários acertam com os jogadores e os clubes formadores ficam com a menor parte do bolo.”

O secretário-geral adjunto da OAB Paraná, Alexandre Quadros, também especialista em Direito Desportivo, questionou-o sobre a experiência nos Estados Unidos. “Tive todas as propostas para jogar na Europa, mas tinha um orgulho tão grande de ser brasileiro, que dizia: não quero sair do Brasil. Só aceitei ir para os Estados Unidos porque já tinha me despedido (dos gramados). Recebi a proposta de promover o futebol nos EUA e a experiência foi maravilhosa, porque foi mais uma oportunidade de tornar o nosso futebol conhecido. Hoje o futebol nos Estados Unidos é muito mais organizado do que no Brasil”, afirmou.

Em seguida, as crianças da plateia levaram suas camisas e bolas até o palco para serem autografadas pelo craque. Pelé lembrou que dedicou o seu milésimo gol às crianças brasileiras.

Estiveram presentes no encontro a secretária-geral da OAB Paraná, Marilena Winter, o diretor tesoureiro Fabiano Baracat, o presidente da CAA-PR Artur Piancastelli, o conselheiro federal Flávio Pansieri, o ex-presidente da Seccional Mansur Teophilo Mansur e o representante da Rede de Ensino Desportivo, Hélcio Kronberg, responsável pela vinda de Pelé a Curitiba.

Fonte: OAB Paraná

Tecnologia deve focar em soluções relevantes para o consumidor

Foto: Gelson Bampi/Agência Fiep

O consumidor final como protagonista e como alvo de todas as soluções é o que deve nortear os avanços tecnológicos na era da quarta revolução industrial. O tema foi debatido por especialistas nesta quarta-feira (16), em Curitiba, na Jornada para o Mundo Digital, realizada pelo Sistema Federação das Indústrias do Paraná (Fiep). O evento reuniu cerca de 850 pessoas entre industriais, lideranças empresariais e profissionais da área de tecnologia para mostrar os avanços tecnológicos que já aconteceram nas duas últimas décadas e falar sobre o que está por vir na Indústria 4.0.

O evento foi aberto pelo presidente do Sistema Fiep, Edson Campagnolo, que destacou o papel da entidade no apoio ao setor produtivo na adesão à indústria 4.0. “ Especialmente o Senai sempre foi reconhecido pela alta competência na área de educação profissionalizante. Nos últimos anos investimos também em inovação tecnológica com um reposicionamento de sua marca não só fortalecendo sua atuação como principal interlocutor da sociedade em educação profissional, mas também com capacidade de atender a indústria na área da inovação tecnológica”, destacou.

A presidente da Microsoft, Paula Bellizia, trouxe o dilema entre respeitar o legado das indústrias e buscar novas formas de contato com o consumidor. “A indústria de tecnologia não respeita a tradição, respeita, sim, a inovação. É preciso quebrar paradigmas e sempre fazer o melhor para o cliente e sem atalhos, de forma direta. Isso não tem erro”, disse Paula Bellizia. Segundo ela, a tecnologia deve empoderar as pessoas e as organizações para que elas conquistem cada vez mais. Nesta busca, de acordo com ela, a Microsoft mantém mais de 100 data centers em todo o mundo, onde investe US$ 5 bilhões ao ano.

Fazer e pensar diferente

“A transformação digital não pode ser mais do mesmo. Tem que ser algo diferente e deve acontecer em toda a organização e não mais apenas em um setor”, destacou Cassio Dreyfuss, vice-presidente de pesquisa da Gartner Research, organização de pesquisa na área tecnológica. Segundo ele, a tecnologia está disponível. “O problema é a cultura e isso não se muda do dia para a noite”, disse. Para ele, esta transformação deve estar pautada em quatro pilares: tecnologia, gestão, gente e liderança.

Dreyfus diz que a transformação digital vai acontecer num prazo de quatro a cinco anos e deve começar com o engajamento das pessoas. “É preciso engajar as pessoas, depois criar a visão e o plano. Este plano deve ser executado, monitorado e ajustado sempre que necessário”, disse. “A transformação digital prevê a mudança das organizações que trabalham no sistema de comando e controle para passar a trabalhar com liderança e colaboração”, frisou.

O prazo para implementar a digitalização e conexão dos processos pode variar, mas é algo que em breve será realidade. “A jornada digital é um caminho sem volta e sem fim. É permanente. É preciso falhar cedo e aprender rápido. É preciso ser rápido e sair na frente”, disse Rogério Martins, vice-presidente global da Whirlpool – Inovação e Desenvolvimento de Produtos de Refrigeração. Segundo ele, o tempo é o recurso mais valioso para todas as pessoas. Por isso, todas as empresas devem ter o consumidor no centro de suas atenções para promover soluções que facilitem a sua vida. “É preciso conhecer melhor o consumidor. É para ele que devemos fazer a transformação digital. Se focarmos em qualquer outra coisa que não seja o consumidor vamos nos desviar do nosso propósito. “A tecnologia sem propósito é complexidade”, disse.

No setor onde atua, Martins conta que a transformação digital viabiliza, por exemplo, o monitoramento da performance dos eletrodomésticos remotamente e consegue atuar de forma proativa com a prestação de serviços. “Não é um redesenho. É preciso repensar tudo e tudo tem que estar focado em soluções relevantes para o consumidor”, frisou.

Tecnologia e produtividade

O diretor de educação e tecnologia da Confederação Nacional da Indústria (CNI) Rafael Lucchesi informou que a indústria brasileira ainda usa a tecnologia de forma incipiente. “Embora 85% dos executivos brasileiros considerem a indústria 4.0 como algo importante, apenas 48% afirmam que fazem uso das modernas tecnologias de digitalização. “Temos que melhorar o uso da tecnologia, adotar plantas industriais inteligentes e customizadas. Segundo ele, a tecnologia pode contribuir para melhor os níveis de produtividade no Brasil. Hoje o rendimento de quatro trabalhadores brasileiros equivale a um trabalhador norte-americano. “Neste quesito estamos atrás de México e Argentina”, disse.

Lucchesi destacou a importância de formar o trabalhador para atuar na Indústria 4.0. “Hoje 78% do emprego no Brasil é desempenhado por pessoas com qualificação técnica e apenas 3% por profissionais com ensino superior”, informou. Ele lembrou que o Senai teve papel decisivo na terceira revolução industrial formando mão de obra e agora terá também papel decisivo na quarta revolução”, disse, acrescentando que cerca de 95% das vagas abertas pelo setor industrial demandam profissionais formados pelo Senai. Segundo Lucchesi, o desafio é grande porque estima-se que 65% das crianças de hoje atuarão no futuro em profissões que ainda não existem.

O diretor da CNI citou o programa Lean Manufacturing (Manufatura Enxuta), do Senai. O programa começou com a meta de buscar um ganho de 20% de produtividade e nas 2.300 indústrias que estão sendo atendidas já conseguimos alcançar um aumento médio de 52% em cerca de dois anos do programa.

Lucchesi falou também das soluções tecnológicas que estão em desenvolvimento na rede de institutos de tecnologia e de inovação do Senai, como robôs autônomos para trabalhos em poços de alta profundidade e tintas automotivas regenerativas.

Fonte: Fiep

Agrotis e SAP firmam parceria inédita para atuação no segmento agrícola

Referência em desenvolvimento de software para o agronegócio, a Agrotis Agroinformática firmou parceria inédita para a integração de soluções tecnológicas no segmento com a SAP, uma das maiores fornecedoras de soluções de gestão do mundo. Pelo acordo, o SAP Business One será customizado para atender as necessidades específicas do segmento do agronegócio.

Manfred Schmid, diretor-geral da Agrotis Agroinformática, comemora a parceria e afirma que as atividades das empresas serão complementares. “As duas empresas têm culturas muito similares e são referência em excelência no que fazem. A SAP se beneficiará com uma maior penetração no segmento agrícola e a Agrotis vai ganhar em escala para atender a todo o Brasil”.

O diretor de vendas da solução Business One na SAP Brasil, Ricardo Blancas, também está otimista com essa aliança entre as empresas. “A parceria da SAP com a Agrotis vai acelerar o nosso desempenho nessa vertical, onde o know-how do parceiro associado à expertise SAP Business One oferecerá uma grande contribuição para o crescimento do setor no país”.

A SAP Business One é uma solução de gestão empresarial voltada para pequenas e médias empresas alinhado com as melhores práticas de gestão do mundo com um preço acessível ao mercado brasileiro. O sistema, já consolidado em vários segmentos, terá uma versão especialmente voltada para os setores em que a Agrotis atua, como sementes, armazenamento, rações, grãos, fertilizantes, agroindústria e receituário agronômico.

As aplicações de gestão fiscal, contábil e financeira do SAP Business One virão embarcadas e serão totalmente integradas aos módulos Agrotis, para ampla utilização em todos os segmentos do agronegócio.

“Estamos vivendo uma mudança tecnológica, com os dados caminhando para a nuvem, o que permite que a tecnologia chegue amplamente no campo”, reforça Schmid.

Universidade Positivo recebe CEO’s da Copel, Madero e Grupo Thá

Antonio Guetter, presidente da Copel

Antonio Guetter, Junior Durski e Arsênio de Almeida Neto participam de talk show discutindo dificuldades e fatores de sucesso na crise

Nesta quinta-feira (17), a Universidade Positivo (UP) recebe os CEO’s da Copel, Madero e Grupo Thá – Antonio Guetter, Junior Durski e Arsênio de Almeida Neto, respectivamente -, no talk show: Impactos da Maior Crise Financeira das Últimas Décadas, Reflexões e Fatores de Sucesso. O evento, destinado ao público empresarial, é realizado pelo IBEF PR e acontece no câmpus Ecoville da UP, com intermediação do reitor da instituição, José Pio Martins. As inscrições são gratuitas e as vagas limitadas. O evento é promovido pelo Comitê de Finanças do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças.

Palestra IBEF PR: Impactos da Maior Crise Financeira das Últimas Décadas, Reflexões e Fatores de Sucesso.

Dia: quinta-feira, 17 de agosto

Local: Auditório do Bloco Azul da Universidade Positivo (Rua Professor Pedro Viriato Parigot de Souza, 5300 – Ecoville), das 18h30 às 21h.

Mais informações e inscrições no site www.ibefpr.com.br

Pernambucanas apoia Hospital Pequeno Príncipe

Pioneira no comércio varejista brasileiro, acompanhando e contribuindo para o desenvolvimento socioeconômico do país desde 1908, a Pernambucanas busca apoiar projetos sociais e instituições que visam colaborar com causas importantes para a sociedade. Um exemplo é o patrocínio das ações do Hospital Pequeno Príncipe, um dos maiores do Brasil no segmento de atendimento exclusivo na área de pediatria.

Localizado em Curitiba, o Pequeno Príncipe é uma instituição filantrópica sem fins lucrativos e habilitado pelo Ministério da Saúde, referência em 32 especialidades, entre elas, Cardiologia, Ortopedia, Nefrologia, Neurologia, Doenças Raras e Oncologia. Em média, são realizados 300 mil atendimentos ambulatoriais por ano em crianças e adolescentes de todo o País.

A Pernambucanas patrocinou via recursos do PRONON (Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica) ações do Hospital Pequeno Príncipe. A iniciativa, que teve início em 2015 e se estende ao longo de 2017, está promovendo a formação continuada dos profissionais que atuam no centro médico e no aperfeiçoamento do atendimento das crianças e adolescentes com câncer de 0 a 18 anos.

Referência em oncologia

O Pequeno Príncipe é o mais importante serviço oncológico pediátrico do Paraná. Cerca de 80% dos atendimentos são voltados ao SUS. Por ano, realiza cerca de nove mil atendimentos e recebe, em média, 100 novos pacientes. Além disso, é referência em Transplantes de Medula Óssea e, desde 2011, já realizou 95 procedimentos em pacientes de diferentes estados do país.